Um pouco de organização nos pensamentos e sentimentos

Me forço a escrever.

Tenho evitado a lógica nas minhas inquietudes. Ignorado a dureza de algumas realidades.

Não quero pensar.

Você apareceu, querendo saber notícias.

Eu estava morrendo de saudades, e queria saber suas novidades também.

Mas você perguntou e eu soltei, tudo, sem parar pra respirar.

Enumerando todos meus acontecimentos.

Falando dos medos, e das alegrias.

De porque eu tenho atravessado 1500 km por semana.

E o que tem sempre do lado de lá.

Dos sonhos que realizei, e que não eram nada daquilo.

Do que a gente já sabia, da pessoa que a gente já conhecia, e que ainda nos surpreendeu – pra pior.

De que eu descobri, esses dias, que não sou tão boa assim. (E nessa hora vc discorda e me lembra que eu sou, sim.)

De como reaprendi o amor, em taças de vinho, banhos de madrugada, potes de sorvete e outras substâncias ilícitas e gostosinhas.

Você concordou: é a melhor parte.

Sabe o que não contei? Guardei tudo para partilhar com você.

Para descobrir com você como é o meu cotidiano.

Como relato (e exergo) o que eu vivo.

Você está longe e nunca me pareceu tão perto.

Porque a distância, essa praguinha, está presente também nesse lado da minha vida. (E em quase todos da sua.)

Mas a gente sabe, mais que tudo, que é possível estar junto mesmo com um continente no meio.

Obrigada por me ouvir, e por estar aqui.

Desculpa por falar tanto. Tão repetitivamente.

Obrigada por me ajudar a trazer eixo para a minha cabeça e o pro meu coração.

Obrigada. Mesmo.

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