Sobre querer muito

Por que de repente a gente inventa de querer muito uma coisa que a gente nem sabia que existia? Por que isso passa a povoar nossos sonhos, assuntos, planos de longo prazo?

Eu tenho mania de querer muitos essas coisas novas, sim.

O problema, na verdade, é que não há nada mais a se fazer pelo que eu quero. Quando alguma atitude me foi pedida, e atendida, eu nem sabia bem se queria. Tudo que fiz pra conseguir a bendita coisa que hoje quero com todas as minhas forças, foi numa hora que eu não queria tanto assim. Se dei ou não dei o melhor que podia ter dado já é outra história.

No fundo, acho que sempre dou o meu melhor.

Isso na verdade acontece por causa da minha mania que querer ganhar tudo: o que eu quero muito, e o que nem quero tanto. Ganhar pra mim é objetivo principal. Por isso, talvez, me imponho com vontade em ambos os casos. Sorte a minha.

Se eu tivesse feito pros coco talvez hoje estivesse arrependida.

Não sou ansiosa. Tampouco sei esperar. Botar a vida on hold e dar tempo ao tempo é uma coisa que a minha sabedoria de 20 e poucos anos ainda não compreende.

Quero pensar lá na frente.

De qualquer forma, o meu querer muito, e querer tudo, é uma coisa que me orgulha. Defendo com paixão as minhas vontades na vida. Seria muito chato se nada me entusiasmasse. E isso definitivamente não é o meu problema.

Mas quem tem muitas vontades, e vontades grandes, corre risco de ter enormes frustrações. Aí está um aprendizado que ainda me é necessário. Perco mal.

Já perdi pior, mas ainda perco mal.

O que é outro grande motivo pra eu estar tentando tantas coisas, com tanta vontade, dentro de tantos planos. Uma hora vou perder. E vou aprender.

Vai ser difícil.

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