Sobre mudanças revistas

Gosto muito do meu ex namorado. Muito muito muito. Tenho um carinho enorme por ele e a maior prova disso é que a gente terminou.

Foi uma decisão sábia.

Tanto que todas as inúmeras vezes que brigamos feio, não terminamos. Não sei se eu seria capaz de aceitar estar indefinidamente de mal de alguém que dividiu a vida comigo por 4 anos ininterruptos. Não seria, e não fui. Só aceitei completamente o ponto final, quando a gente terminou e conseguiu continuar batendo papo numa boa.

O tempo vai passando e a gente fica míope. Me apaixonei de novo, entrei num namoro novo e ótimo, perdi um pouco o contato com o meu ex. Quando revejo a história, o término, a mudança, acho que era tudo uma questão de apatia, de rotina, de falta de paixão. Até era.

Mas não era só isso.

Hoje depois de muito tempo tive a chance de conviver algumas horas com meu ex, numa situação de resolução de problemas. Tínhamos que fechar a monografia, revisar, imprimir, fazer cópias, gravar cd e entregar. Durante os 4 anos de namoro isso acontecia toda semana praticamente. A gente era colega de sala, viajava junto, mudava junto, resolvia tudo em dupla.

E se enlouquecia. Meu ex não espera, anda rápido na frente, me apressa, me critica. De 5 em 5 segundos me prega um peça justo em momentos mais tensos e eu invariavelmente caio. Fico num stress absoluto, tenho vontade de corrigir tudo nele, e a gente não tem o menor pudor de dar opiniões negativas sobre o outro. Nunca tivemos. Eu também não sou fácil. Sou extremamente crítica, muito irritada, nem um pouco tolerante. E acho que estou certa. Ele também.

Repito: gosto muito dele, tenho imenso carinho, mas prezo mais que tudo o namoro tranquilo que tenho hoje. Esse nervosismo diário não era nem um pouco saudável. Namoro tem que ser leve, carinhoso, protetor. Tudo bem que não estou todos os dias com o meu namorado, muito menos resolvendo problemas, estudando pra provas, realizando tarefas. Mas sinto um cuidado maior. De ambas as partes. E isso é muito importante.

Com o meu ex, e com o anterior, existia muito mais uma dinâmica de picuinhas e competição de irmãos.

Torço muito que essa tensão que existia, e ainda existe, seja mesmo do nosso funcionamento como casal que fomos. Que não seja uma coisa minha, nem dele. Minha, já provei que não é. E dele, tomara que não seja. O que mais quero hoje é que ele seja feliz como já estou sendo. Que tenha sorte e clareza de construir um namoro melhor. É muito importante.

Facebook comments:

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>