Past the dust

What kind of fuckery are we?

Nowadays you don’t mean dick to me

I might let you make it up to me

Who’s playing Saturday?

 

What kind of fuckery are you?

Side from Johnny you’re my best black jewel

But I could swear that we were through

I still want to wonder ’bout the things you do

 

Eu não sei porque eu me abalo tanto. Tudo bem que perder alguém que a gente gosta muito é bem triste, e eu já falo disso há bastante tempo. Mas eu não preciso ficar assim.

Às vezes me pergunto se as pessoas normalmente sofrem escondido ou se elas realmente sofrem bem menos que eu. Se for a segunda opção, afirmo que eu não devia, de jeito nenhum, sofrer mais do que as pessoas. Nem igual. Eu devia me abalar menos. E por que isso?

Porque eu sei que é regra na minha vida virar a primeira esquina e encontrar alguém interessante. O pior de tudo é que o acaso conhece bem o meu gosto.

Costumo me convencer, no auge do “nunca mais vou ser feliz”, que só vou trombar com seres tapados, tocos e babacões. Mas a gente bem sabe que não é isso que acontece.

Não basta ser interessante à primeira vista. A gente começa a conversar e as coincidências vêm em dúzias. Ele sorri, e eu acho uma gracinha. O papo não acaba.

Não foi assim com você?

Porque, na verdade, eu ainda não estou pronta pra outra. E eu não quero ficar com ninguém. Mas a gente se fala por quatro horas e eu me pergunto: por que não? E o beijo é gostoso. E quando amanhece eu nem lembro mais porque eu estava tão triste.

Acontece todas as vezes. E, cedo ou tarde, vai acontecer de novo.

Isso, é claro, se eu tiver que superar.

Mas aí a minha amiga falou: essas coisas nunca acabam de repente.

E eu aqui planejando, sem sucesso, evaporar no mundo. Achando que eu já volto vezes demais.

Mas ela sabia mais que eu. E é a mais pura verdade. Nunca acaba de repente. Mas o processo existe e está em andamento.

Impressionante o tanto que a experiência ensina pras pessoas. Eu às vezes acho que aprendi bem menos do que devia com as minhas. E às vezes invento de escutar quem não tem experiência nenhuma. E que não tem a menor noção de quão difícil é sumir no mundo e perder alguém que você ama.

Mas ela tinha. E sabia.

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