Je t’aime! Moi non plus.

O dia que eu falei que te amava foi um só. Não foi um dia que trancamos um cadeado numa ponte famosa de uma cidade luz, não foi o dia que passamos debaixo do edredom – você me protegendo do mundo – não foi depois de nenhum jantar romântico e duas garrafas de vinho. O dia que eu falei que te amava foi o seu último dia na minha vida.

Você, sério, respondeu: Eu não te amo mais.

Eu passei exatos 52 dias com esse grito entalado no meu peito. 52 dias de saudade, e choro e desespero por uma história tão linda que nunca ouviu um “eu te amo”. E nunca vai ouvir um “eu também”.

Eu sei, eu sei, não havia essa necessidade toda de deixar as coisas tão explícitas e ditas. O amor era um elefante branco que a gente fingia não ver, mas cavalgava. Era momento gravado em imagem, em risadas, em abraços e uma chuva derramada que só você vai entender.

O amor que eu te gritei no fim, não sei porque, precisava muito mais ser descarregado do que o amor feliz dos outros meses. Não é mais calmo, sereno, que espera o dia certo pra acontecer. O amor dolorido tem que ser agora. É o ultimo dia. É o ultimo grito.

Mais moi, non plus.

Que pena.

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