For a girl

No meio dos estudos, nos idos de 7 e pouco da manhã (horário impróprio para qualquer tipo de atividade senão dormir), lembrei da musica da Madonna:

Girls can wear jeans
And cut their hair short
Wear shirts and boots
cause its ok to be a boy
But for a boy to look like a girl is degrading
cause you think that being a girl is degrading
But secretly youd love to know what its like
Wouldnt you
What it feels like for a girl

Jogando com isso, o livro falava de ideais de comportamento e aparência de gênero como sendo atualmente ainda hegemônicos pros homens, e já conflitantes para as mulheres.

Sendo assim, os homens têm um universo muito mais delimitado, menos livre, para agir e parecer. Estão dentro daquilo: têm que reproduzir concepções de poder físico, de controle, virilidade, heterossexualidade, conquistas profissionais e papeis familiares patriarcais. Ponto. A moda roda em torno disso e não tem muito onde criar.

Se segundo a Madonna, to look like a girl is degrading, pra mim, é mais no sentido de being stuck with that is degrading. Não?

Já o feminino, que foi até outro dia mesmo hegemônico, transita hoje num universo quase infinito de referências:

As mulheres são confrontadas com concepções muito diversas de identidade feminina, que vão da expressão de uma sexualidade espalhafatosa e marginal ao empoderamento e ao domínio femininos. Algumas imagens são conservadoras, enquanto outras procuram expandir a definição de sexualidade aceitável e de preferência sexual. As feministas vêem a feminilidade hegemônica como um conceito de feminilidade baseado em padrões masculinos de aparência feminina, os quais enfatizam atributos físicos e sexualidade e estimulam as mulheres a olhar para si mesmas e para outras como os homens a olhariam. Entretanto, a postura das mulheres mais jovens com relação às imagens da mídia identificadas com a feminilidade hegemônica parece estar caminhando em direção a uma concepção dessas imagens como indicações de poder, não de passividade.

Gostei de ver. Tudo bem que essa idéia de poder ser tudo, com a qual concordo muito, é bem menos expandida no Brasil que na Europa, por exemplo. Aqui, pode-se ainda, mas pode-se bem medo ser tudo.

Mas eu gosto dessa idéia. Gosto da liberdade do ser, ou pelo menos do parecer. Poder ser boyish (no L Word funciona!), poder até ser linda. A moda corre aí, num sem numero de possibilidades, quase imprevisível. Muito mais legal.

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