Fathers, be good to your daughters

FScottFitzgeralDaughter

Uma da manhã e me deparo com uma carta de F. Scott Fitzgerald escrita para a sua filha, então com 11 anos, há mais de 80.

Algo me pegou.

Eu estava virando a noite pensando o que faz as meninas serem interessantes. O que elas leem, o que elas compram, o que elas gostam. Para quais das minhas amigas eu gostaria de escrever.

Provavelmente a filha do Fitzgerald seria uma delas.

Me surpreende que há 80 anos o cara já criasse a sua menina para ter sonhos, ambições. Eu brinco sempre que lá em casa eu não sou a filha menina, eu sou o primogênito. E isso me fez alvo de expectativas e apostas: eu tinha que ser esperta, tinha que ser boa no que fazia. Nunca fui tratada como garotinha, não.

Aqui, a tradução (livre) de uma parte da carta. Muitos conselhos que valem até hoje:

(…)

Coisas com as quais não se preocupar:

Não se preocupe com a opinião dos outros
Não se preocupe com bonecas
Não se preocupe com o passado
Não se preocupe com o futuro
Não se preocupe com crescer
Não se preocupe com triunfo
Não se preocupe com fracasso, a não ser que ele aconteça por sua culpa
Não se preocupe com pernilongos
Não se preocupe com mosquitos
Não se preocupe com insetos em geral
Não se preocupe com seus pais
Não se preocupe com meninos
Não se preocupe com decepções
Não se preocupe com prazeres
Não se preocupe com satisfações

Coisas para pensar:

Em que eu estou realmente focando?
Quão boa eu realmente sou, em comparação com meus colegas, no que diz respeito a:

(a) Bolsa de estudos
(b) Eu realmente entendo de gente e consigo me dar bem com as pessoas?
(c) Estou tentando fazer do meu corpo um instrumento útil, ou o negligenciando?

Com todo amor,

Daddy

Quer ver na íntegra? Tá aqui no Letters of Note, que é demais!

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