Almost doesn’t count

Já dizia a música da Brandy, diva negra da minha adolescência (que não vingou):

Everybody knows, almost doesn’t count.

Lembro muito dessa musica porque já tive grandes quases na minha vida, que perduram na minha memória.

Fico pensando se, talvez, eu esteja vivendo outro grande quase. Grande futuro do pretérito nunca concretizado. Tenho me convencido, que sim.

Na verdade essa sensação vem da idéia crescente de que os acontecimentos não estão mais acompanhando o meu ritmo e que minha cabeça está lá na frente, muito além das realidades. Perdi as rédeas, o freio e o bom senso – exatamente onde mora o perigo.

Me peguei várias vezes querendo ouvir coisas não ditas, viver coisas impossíveis, e estar em lugares que não existem. Me peguei falando frases proibidas, sonhando coisas proibidas e vivendo só de pensamento.

Tenho me visto frustrada, insatisfeita, sofrendo por antecipação. Tenho admitido sentir faltas de coisas que não pertence a minha vida. E nunca pertenceram (ão).

Tenho, pior ainda, soltado um sorriso e fingido de tranqüila.

Fazer o que. O quase não conta, é verdade. Mas viver de quases é também viver. E muito.

(Felicidades falsas, efêmeras – que me consomem.)

Que nome tem essa mistura de euforia, sonho e inquietação?

Eu acho que rima.

 

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