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Dois dias é muito pouco, eu já sabia. Muito pouco pra sair, pra ver os amigos, a familia e pra ficar junto. Muito pouco pra matar a saudade, é verdade.

Tirando várias horas de sono (e quase nada dos demais compromissos) vendo de agora eu até acho que deu. Pra fazer um pouquinho de quase tudo que a saudade pedia. Pra conversar bem mais do que imaginei que fosse acontecer.

Tenho dado enorme valor para a capacidade de comunicação dentro dos meus relacionamentos cotidianos. Até outro dia, eu não conseguia dar um toque em uma amiga que fez algo que nao gostei, sem dar uma patada de brinde. Com namorado então, é ainda mais dificil. Eu até tento muito falar tudo mas acaba que eu discurso sozinha e a comunicação não acontece de verdade.

Com o novo achei que fosse ser pior ainda. Já comentei em outro post que eu não conseguia nunca falar o que eu realmente queria dizer. O que não comentei é que achei que ele fosse péssimo nisso. E que eu tenho uma suspeita, baseado em relatos pontuais feitos pelo próprio, que o histórico comunicativo dele é inacreditavelmente horroroso.

Então é fácil de entender o meu espanto quando, debaixo da coberta de madrugada, a gente já estivesse há horas falando de medos, expectativas, e relacionamentos passados. Dá pra imaginar o quão incrível é quando eu falei, no maior dos desabafos:

A pergunta que martela na minha cabeça é se, por estar sendo TÃO perfeito agora, quer dizer que vai esgotar rápido ou vai ser muito mais forte com o tempo.

E ele respondeu:

 Eu penso nisso direto também.

Comunicação impecável. Meu namoro está assim. Inteiramente perfeito. Completamente recíproco.

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