Diário asiático, dia 6: de Pak Beng para Luang Prabang, Laos

O dia começou cedo, já saindo de PakBeng e de volta no barco – mais 8 horas de viagem! Vou falar que estava relativamente feliz com isso: ia ter mais tempo para interagir, relaxar, aquilo tudo. Nesse dia fiz um esforço maior para bater papo com as pessoas, já que estava incomodada com meu deslocamento da véspera. GG mandou uma playlist de sonhos, começando por Muse que automaticamente virou seu tema. A menina grande também estava claramente obcecada e eu criei um pavor dela nesses dias – o que piorou quando eu vi as havaianas dela, que eram numero 41! Esse negócio de referência de beleza é engraçado né, eu não tenho a menor ideia quem a galera acha bonita ou não, muda muito culturalmente. Se me perguntassem quem o GG acha gata na viagem eu não saberia nem chutar. A verdade é que nesse dia ele e a menina grande pareciam bem próximos e ela tava toooda felizinha, ele até ficou usando os óculos de grau dela (meu deus, Brasil, ainda botou óculos!) e eles conversaram bastante.

Nas conversas alheias, GG era tema recorrente e uma das coisas que ouvi é que ele falou pras meninas (que tiveram a cara de pau de perguntar) que não fica com ninguém dos grupos, o que eu acho absolutamente profissional e correto da parte dele, mas… ao longo do dia parei pra pensar: esse cara passa 6 meses direto trabalhando, um grupo atrás do outro, QUE HORAS ELE PEGA ALGUÉM? Gente, ninguém é de ferro, ainda mais quando 24 meninas estão te disputando. Se isso serve de alguma coisa, é pra eu achar ele ainda mais incrível.

Tô falando de GG bastante porque no barco caiu a ficha do tanto que eu tava curtindo ele e foi quando eu escrevi a maior parte dos posts. Meio que me odeio por estar nessa nóia e decidi sair dela. Se não fosse por… bom, já conto.

No meio da tarde chegamos a Luang Prabang, the most beautiful city of southeast asia segundo nosso queridíssimo guia local, Tuui (sei lá como soletra). Ainda no tuktuk a caminho do hotel deu pra perceber a fofura que a cidade era e, pra melhorar, chegamos e já fomos andar de bike – meu programa preferido em qualquer viagem. Passamos por mais um templo lindo, cheio de monges (a cidade é famosa por seus monastérios) e novamente eu fiquei naquele encantamento. Pois é, gente, o pray e o love da minha viagem tão bombando (e eu fico até feliz que o eat nem tanto). Bom, creepy platonic love, mas tá valendo. Como falei, tá abrindo os horizontes.

Fomos jantar num restaurante bem bacaninha – a cidade é super movimentada, turística – e de lá saímos para um bar bem legal chamado Utopia. Era um lugar grande, ao ar livre, com uma quadra de volei de praia e uma vibe bacana. GG estava em casa, isso tava claro. Nesse bar acabei conhecendo 3 meninas de BH, uma que até mora em São Paulo e eu tava num humor melhor, conversei com bastante gente e voltei pro hotel feliz. No Laos há toque de recolher, às 23hs todos os dias, e a única alternativa é um boliche meio fora da cidade, controlado por chineses. Muita gente esse dia estava bem bêbada e bem mais animada (inclusive pegando gatinhos, que não era nada meu caso) e segui por boliche mas eu, roomie e mais um pessoal fomos dormir. O dia seguinte ia ser grande e eu não podia perder nada.

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